Evento explora o cinema do diretor brasileiro e transforma São Paulo em personagem viva, com análises de filmes icônicos e atividade prática neste sábado.

São Paulo, 6 de novembro de 2025 – Neste sábado (8), a partir das 14h, a Casa Modernista da Rua Santa Cruz, ícone da arquitetura moderna brasileira, abre suas portas para um workshop gratuito que mergulha no universo cinematográfico de Karim Aïnouz. Intitulado “Um Olhar Cinematográfico: A Cidade nos Filmes de Karim Aïnouz”, o evento, promovido pela Prefeitura de São Paulo via Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, convida participantes a analisar como as cidades se tornam protagonistas nas obras do diretor, roteirista e artista visual brasileiro, culminando na criação de uma cena curta que retrate São Paulo como um “organismo vivo”.

O workshop, preparado pela equipe pedagógica do Museu da Cidade de São Paulo, dura duas horas e é destinado a maiores de 16 anos. Durante a atividade, serão exibidos e discutidos trechos de filmes emblemáticos de Aïnouz, como Madame Satã (2002), ambientado no Rio de Janeiro boêmio; O Céu de Suely (2006), que captura a aridez do Nordeste; Praia do Futuro (2014), com Fortaleza como pano de fundo de identidades em transformação; e A Vida Invisível (2019), que retrata o Rio dos anos 1950 como um espaço opressivo para mulheres. “A ideia é mostrar como Aïnouz não usa a cidade apenas como cenário, mas como um elemento que molda as narrativas e as vidas dos personagens”, explica um representante da equipe pedagógica do museu, destacando o foco interativo do evento.

Karim Aïnouz, nascido em Fortaleza e com carreira consolidada no Brasil e no exterior, começou como co-roteirista em produções como Abril Despedaçado (2001) e Cinema, Aspirinas e Urubus (2005). Seus trabalhos renderam prêmios em festivais prestigiados, incluindo Cannes, o Festival Internacional de Cinema do Rio e o de Chicago. Críticos elogiam sua abordagem sensorial e humanista, onde espaços urbanos refletem questões sociais, como identidade, migração e desigualdade. “Em meus filmes, a cidade respira, sofre e transforma as pessoas”, disse Aïnouz em entrevistas recentes, reforçando o tema central do workshop.

A escolha da Casa Modernista como local não é aleatória. Projetada em 1928 pelo arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, com jardins idealizados por Mina Klabin usando espécies tropicais, a residência é considerada a primeira obra de arquitetura moderna no Brasil. Tombada como patrimônio histórico em níveis federal, estadual e municipal, ela representa uma ruptura estética na São Paulo da época, alinhando-se ao espírito inovador do cinema de Aïnouz. “É um espaço que dialoga perfeitamente com o tema, convidando os participantes a ver a cidade além do óbvio”, comenta Suzane Rodrigues, avaliadora do projeto.

O evento faz parte da programação gratuita da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, que gerencia uma rede extensa de equipamentos culturais na cidade, incluindo 13 centros culturais, sete teatros municipais, 20 casas da cultura, dois museus (com o Museu das Culturas Brasileiras em construção), 54 bibliotecas de bairro e iniciativas como as Escolas Municipais de Iniciação Artística (EMIAs). Com mais de 90 anos de história – fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação –, a secretaria promove a diversidade cultural e impulsiona a economia criativa, capacitando profissionais e preservando o patrimônio paulistano.

Para os interessados, as inscrições são limitadas e podem ser feitas pelos canais oficiais da secretaria. A expectativa é que o workshop inspire novas perspectivas sobre São Paulo, incentivando o público a capturar, em até um minuto de vídeo, a essência da metrópole como uma “personagem” dinâmica. Em um momento em que o cinema brasileiro ganha visibilidade global, iniciativas como essa democratizam o acesso à arte, fomentando debates sobre urbanismo e narrativa visual.

Mais informações estão disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Por Alexsandro Assis

By contato@gazetametropolitano.com

Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.

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