Mais de 25 milhões de trabalhadores podem verificar direito ao benefício a partir de hoje; valores variam de R$ 136 a R$ 1.621, com primeiro lote liberado em 16 de fevereiro

São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 – Em um momento em que a economia brasileira ainda sente os reflexos da inflação e do custo de vida elevado, uma notícia animadora chega para milhões de famílias: a partir desta quinta-feira (5), mais de 25,4 milhões de trabalhadores podem consultar se têm direito ao Bônus Salarial de 2026, referente ao ano-base 2024. Os pagamentos, que somam impressionantes R$ 32,3 bilhões, serão distribuídos ao longo do ano, oferecendo um alívio financeiro crucial para quem cumpriu os critérios durante o período de trabalho. A verificação é simples e digital, via app Carteira de Trabalho Digital ou portal Gov.br, e o governo espera um pico de acessos nos primeiros dias.

O Bônus Salarial, popularmente conhecido como abono do PIS/PASEP, é um benefício anual pago pelo governo federal para complementar a renda de trabalhadores de baixa remuneração. Criado na década de 1970 como parte de programas de integração social, ele visa estimular a formalização do emprego e redistribuir recursos para quem mais precisa. No ano-base 2024, marcado por desafios econômicos como a recuperação pós-pandemia e flutuações no mercado de trabalho, o benefício ganha ainda mais relevância. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o volume de pagamentos representa um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior, refletindo o crescimento no número de contribuintes cadastrados.

A consulta já está disponível e promete ser acessível a todos. “É uma ferramenta democrática que coloca o poder na mão do trabalhador”, explica Maria Silva, economista especializada em políticas sociais da Universidade de São Paulo (USP). “Com poucos cliques, as pessoas podem checar não só se têm direito, mas também o valor exato, o banco pagador e a data de depósito. Isso evita filas e burocracia desnecessária.” O MTE registra, em média, mais de 85 milhões de acessos nos primeiros dias de liberação, o que pode causar lentidão temporária nas plataformas – um lembrete para que os usuários tentem acessar em horários alternativos.

Para quem se qualifica, os valores variam conforme o tempo de serviço no ano-base: de R$ 136 para quem trabalhou apenas um mês até R$ 1.621 para os que completaram 12 meses. Os critérios são claros e inclusivos: inscrição no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos; remuneração média mensal de até R$ 2.766; pelo menos 30 dias de trabalho formal em 2024; e dados corretamente informados pelo empregador no eSocial. “Muitos não sabem, mas o abono é um direito constitucional que beneficia especialmente setores como comércio, serviços e indústria”, destaca João Mendes, representante sindical do setor metalúrgico em São Paulo. “No ano passado, vi colegas usando o dinheiro para quitar dívidas ou investir em educação. É um respiro no orçamento familiar.”

O calendário de pagamentos começa em 16 de fevereiro, com o primeiro lote liberando R$ 2,5 bilhões para nascidos em janeiro. Desses, 1,8 milhão de trabalhadores do setor privado, cadastrados no PIS, receberão via Caixa Econômica Federal, totalizando R$ 2,29 bilhões. Já 217.200 servidores públicos, pelo PASEP, terão R$ 301,9 milhões depositados pelo Banco do Brasil. Os depósitos subsequentes seguem o mês de nascimento ou o final da inscrição, estendendo-se até dezembro.

Na prática, o processo de recebimento é facilitado pela digitalização. Na Caixa, correntistas recebem crédito automático em contas correntes, poupanças ou na Conta Digital via app Caixa Tem. Para não correntistas, opções incluem agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e pontos Caixa Aqui. No Banco do Brasil, o foco é no depósito direto, com alternativas como TED, PIX ou saque presencial para quem não tem chave cadastrada. “Estamos preparados para um volume alto de transações”, afirma um porta-voz da Caixa, que recomenda atualizar dados cadastrais para evitar atrasos.

Trabalhadores como Ana Oliveira, auxiliar administrativa de 35 anos em Recife, já planejam o uso do benefício. “Trabalhei o ano todo em 2024 e espero receber o máximo. Vai ajudar a pagar a escola das crianças”, conta ela, que acessou a consulta logo pela manhã. Histórias como a de Ana ilustram o impacto social do programa: em anos anteriores, o abono injetou bilhões na economia local, impulsionando o consumo e reduzindo a desigualdade.

Para dúvidas, o MTE oferece canais como o telefone 158, superintendências regionais ou o site oficial. Especialistas alertam para golpes: evite links suspeitos e acesse apenas plataformas oficiais. Com a economia projetando crescimento modesto em 2026, o Bônus Salarial surge como um instrumento vital de apoio, reforçando a rede de proteção social do país.

Por Alexsandro Assis

By contato@gazetametropolitano.com

Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.

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