Suspeito preso após maratona de vigilância de 20 horas; operação expõe rede de furtos ligada ao Carnaval e reforça importância das denúncias anônimas
São Paulo, 21 de fevereiro de 2026 – Em uma ação meticulosa que durou quase um dia inteiro, policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apreenderam 89 celulares furtados em um hotel na Alameda Barão de Limeira, no bairro Campos Elíseos, região central da capital paulista. A operação, deflagrada na sexta-feira (20), resultou na prisão de um suspeito de origem senegalesa com antecedentes criminais por roubo e receptação. O caso, iniciado por uma denúncia anônima, destaca o esforço incansável das forças de segurança para combater o crime organizado que se aproveita de eventos como o Carnaval para atuar.

A repercussão da recente Operação Carnaval, conduzida pelo DHPP, parece ter encorajado cidadãos a colaborar com as autoridades. Denunciantes anônimos procuraram o departamento para alertar sobre dois estrangeiros, também senegaleses, que estariam usando um quarto de hotel como depósito para aparelhos furtados. “Essas denúncias são cruciais para desmantelar redes que afetam diretamente a vida das pessoas comuns”, comentou um investigador envolvido na ação, que preferiu não se identificar por razões de segurança. Os policiais, cientes do risco, montaram uma campana discreta no local, monitorando o hotel por cerca de 20 horas – um teste de paciência e dedicação que reflete o dia a dia árduo da polícia civil.
Por volta das 23h30, a vigilância rendeu frutos. Os agentes avistaram um veículo estacionando em frente ao hotel. Um dos ocupantes desceu e, ao ser abordado, confessou que os celulares estavam guardados no quarto onde se hospedava. No entanto, o momento de tensão escalou quando o motorista do carro acelerou contra uma das policiais presentes, conseguindo fugir em meio ao caos noturno das ruas centrais. “Foi um risco calculado, mas o foco era recuperar os bens e prender os responsáveis”, relatou outro agente, destacando o treinamento para lidar com situações imprevisíveis.
Durante a revista no quarto, os policiais encontraram uma cena reveladora: 89 aparelhos de diversas marcas e modelos, alguns ainda embalados em caixas e outros escondidos em uma mochila. Esses celulares, muitos dos quais furtados durante o período carnavalesco, representam não apenas bens materiais, mas histórias de vítimas que perderam contatos, fotos familiares e ferramentas de trabalho em um piscar de olhos. “Imagine o alívio de alguém que recupera um celular com memórias insubstituíveis”, ponderou uma fonte próxima à investigação, enfatizando o lado humano por trás dos números.
O suspeito preso, cuja identidade não foi divulgada para preservar o andamento das apurações, foi encaminhado à sede do DHPP e permanece à disposição da Justiça. Com histórico de crimes semelhantes, ele pode enfrentar acusações de receptação qualificada, o que agrava sua situação. Enquanto isso, a fuga do comparsa desencadeou uma caçada imediata, com equipes do departamento analisando câmeras de segurança e pistas do veículo para fechar o cerco. Autoridades acreditam que o caso possa revelar uma rede maior de receptadores operando na região central, onde o fluxo de turistas e foliões facilita ações criminosas.
Essa operação não só recupera itens valiosos, estimados em milhares de reais, mas também envia uma mensagem clara: a colaboração entre sociedade e polícia é a chave para uma cidade mais segura. Com o Carnaval ainda fresco na memória, o DHPP planeja intensificar ações semelhantes, incentivando mais denúncias anônimas via canais oficiais. Para as vítimas de furtos, a recomendação é registrar boletins de ocorrência e fornecer detalhes que possam auxiliar na identificação dos aparelhos recuperados.
Por Alexsandro Assis

