Operação Fogo Zero 2026 começa antes do período crítico de estiagem e reforça integração entre equipes ambientais, GCM e Corpo de Bombeiros para evitar tragédias ambientais

Com a aproximação do período mais seco do ano e o aumento do risco de incêndios em áreas de preservação, a Prefeitura de São Paulo decidiu antecipar as ações de prevenção e combate às queimadas. Nesta quinta-feira (14), a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) promove uma simulação preventiva de incêndio no Parque Córrego do Bispo, na zona norte da capital, marcando oficialmente o início da intensificação da Operação Fogo Zero 2026.

A iniciativa reúne equipes técnicas da SVMA, agentes da Guarda Civil Metropolitana Ambiental (GCM) e o Corpo de Bombeiros em uma força-tarefa estratégica para testar protocolos de resposta rápida, aprimorar a comunicação entre os órgãos e fortalecer o monitoramento das áreas verdes da cidade.

O exercício acontece em um momento considerado decisivo pelas autoridades ambientais. O clima seco, aliado às altas temperaturas e à ação humana, transforma parques e reservas ambientais em áreas vulneráveis ao avanço do fogo. A antecipação do cronograma busca justamente impedir que pequenos focos se transformem em grandes tragédias ambientais.

Criada em 2017, a Operação Fogo Zero foi estruturada em três fases climáticas. A chamada fase verde, entre janeiro e março, concentra o planejamento e preparação das equipes. Já a fase amarela, que ocorre entre março e maio — estágio em que a cidade se encontra atualmente — intensifica as medidas preventivas e amplia a comunicação com a população. Por fim, a fase vermelha, entre junho e outubro, é considerada a mais crítica, exigindo fiscalização reforçada e resposta imediata às ocorrências.

A meta da Prefeitura para 2026 é ambiciosa: garantir proteção integral em 100% dos parques municipais, inclusive naqueles sem histórico de queimadas. Para isso, o município ampliou os treinamentos e vem apostando fortemente em tecnologia de monitoramento ambiental.

Tecnologia passa a ser arma essencial contra incêndios e crimes ambientais

Atualmente, a cidade conta com duas modernas centrais de monitoramento instaladas nos parques Anhanguera e Córrego do Bispo. Os equipamentos funcionam 24 horas por dia e utilizam câmeras térmicas, sensores infravermelhos e sistemas de longo alcance capazes de identificar pontos de calor em áreas de vegetação antes mesmo que o fogo se espalhe.

As imagens são acompanhadas em tempo real pelas equipes técnicas, permitindo respostas rápidas e reduzindo significativamente os danos ambientais. Somente em 2025, o sistema eletrônico realizou 39 detecções preventivas. Segundo dados da administração municipal, não houve registros de incêndios de grande porte nas áreas monitoradas, apenas pequenos focos controlados rapidamente pelas equipes de emergência.

Além da prevenção às queimadas, a tecnologia também vem auxiliando no combate a crimes ambientais. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o sistema identificou mais de 94 balões sobrevoando áreas verdes da capital. As informações são imediatamente enviadas para a GCM Ambiental, que realiza abordagens em campo.

O secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley Soares, destacou a importância da atuação preventiva.

“Nosso foco é a antecipação ao detectarmos um foco de incêndio ou a presença de balões em tempo real e manifestações de fogo criminoso, para preservar a biodiversidade e garantir a segurança da população antes que o dano se torne irreversível”, afirmou.

Número de incêndios preocupa autoridades ambientais

Mesmo com o avanço tecnológico, os números ainda acendem um alerta. Em 2025, foram registrados 144 incêndios florestais em 52 parques administrados pela secretaria municipal. Diante desse cenário, a Prefeitura intensificou as capacitações: somente neste ano, 486 profissionais passaram pelo Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais.

As equipes municipais também atuam em apoio a áreas estaduais consideradas críticas, como os parques da Cantareira e do Juquery, reforçando o trabalho regional de preservação ambiental.

Especialistas alertam que a maioria das queimadas poderia ser evitada. Bitucas de cigarro jogadas em áreas de mata, soltura de balões e ações criminosas continuam entre as principais causas dos incêndios.

A orientação das autoridades é que qualquer foco de fumaça, incêndio ou atividade suspeita em áreas verdes seja denunciado imediatamente pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo 153, da GCM Ambiental.

Em meio aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo avanço urbano, a antecipação da Operação Fogo Zero surge como uma tentativa de impedir que o fogo destrua não apenas áreas verdes, mas também a biodiversidade e a qualidade de vida de milhões de paulistanos.

Por Alexsandro Assis

By contato@gazetametropolitano.com

Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.

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