Especialistas destacam o que mais pesa no processo seletivo, como se preparar na reta final e como cuidar das emoções para a prova

São Paulo, 27 de outubro de 2025 – Com o sonho de ingressar em uma das melhores universidades públicas do país à porta de casa, milhares de estudantes se preparam para a primeira fase do vestibular da Unesp, marcada para este domingo, 2 de novembro. A prova, que acontece em 35 cidades – incluindo 31 municípios paulistas e localidades em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG) –, oferece 5.867 vagas em cursos de exatas, humanas e biológicas, distribuídas por 24 campi no interior e na capital paulista. Mas o caminho para o sucesso vai além do estudo: exige estratégia, equilíbrio emocional e foco no que realmente conta.

A Unesp, sexta melhor universidade da América Latina e Caribe segundo o QS World University Rankings, é um polo de excelência desde sua criação em 1976. Hoje, atende cerca de 50 mil alunos em graduação e pós-graduação, com campi como Bauru (899 vagas), Araraquara (678) e Botucatu (478) liderando a oferta. Organizado pela Fundação Vunesp, o vestibular é um dos mais concorridos do Brasil, testando não só o conhecimento acumulado, mas a capacidade de interpretação e raciocínio lógico. Para ajudar na reta final, professores de colégios renomados compartilham dicas práticas, alertando para a importância de revisar temas interdisciplinares e gerenciar a ansiedade que pode sabotar até o melhor preparado.

Uma prova que vai além da decoreba: o que esperar da primeira fase

Diferente de vestibulares tradicionais, a Unesp prioriza a conexão entre disciplinas, valorizando a análise de textos, gráficos e imagens reais em vez de pura memorização. A primeira fase, com cinco horas de duração, traz 90 questões objetivas divididas em Linguagens (português, literatura, inglês, educação física e artes), Ciências Humanas (história, geografia, filosofia e sociologia), Ciências Naturais (biologia, química e física) e Matemática.

“Os itens costumam ligar áreas do conhecimento, pedindo que o candidato interprete cenários cotidianos e relacione conceitos de modo lógico”, explica Allan Fernandes, coordenador do Ensino Médio da Escola Progresso Bilíngue, em Vinhedo (SP). Ele recomenda priorizar assuntos recorrentes, como meio ambiente, cidadania, tecnologia, diversidade cultural, atualidades e avanços científicos. “Esses temas aparecem com frequência e demandam uma visão integrada do mundo”, completa o físico e matemático, com mais de 15 anos de experiência em educação contextualizada.

Para quem sente o tempo apertando, há alento: a reta final ainda permite ganhos significativos. Peter Rifaat, coordenador pedagógico da Escola Internacional Alphaville, em Barueri (SP), enfatiza revisões estratégicas em vez de novas matérias. “Não é hora de aprender do zero, mas de fixar o essencial com resumos, anotações e foco nos tópicos mais cobrados”, orienta o educador, certificado em programas internacionais como DELTA e CELTA da Cambridge. Ele sugere o método Pomodoro – blocos de 25 minutos de estudo seguidos de pausas curtas –, baseado em neurociência cognitiva, para otimizar a memória e evitar o esgotamento. “Alternar com simulados de provas antigas e intervalos regulares é mais eficaz que maratonas de leitura. Qualidade acima de quantidade”, reforça.

Ansiedade à prova: o segredo para um dia D sem pânico

Não são só as fórmulas e textos que pesam na balança: o equilíbrio emocional é o fator decisivo para muitos. Ana Cláudia Gomes, orientadora de carreira da Brazilian International School (BIS), em São Paulo, alerta que a ansiedade pode bloquear o desempenho, mesmo com preparação impecável. Mestre em Comportamento Organizacional pela Universidade de Nevada (EUA), ela defende técnicas simples para o controle: “Confie no que estudou, evite comparações com amigos e invista em respiração profunda, alimentação equilibrada e sono de qualidade. Isso constrói resiliência”, diz.

Simulações realistas são outra arma poderosa, segundo Gomes. “Cronometre provas em ambiente calmo, identifique forças e fraquezas, e treine o ritmo ideal. Assim, o cérebro se acostuma, e a confiança sobe no dia da prova”, aconselha a pedagoga bilíngue, com expertise em candidaturas internacionais.

Segunda fase e redação: onde o pensamento crítico brilha

Aprovados na primeira etapa seguem para a segunda fase, nos dias 7 e 8 de dezembro, também com cinco horas cada. O primeiro dia foca em 24 questões discursivas de Humanas, Naturais e Matemática; o segundo, em 12 de Linguagens, mais a temida redação dissertativa-argumentativa, que avalia coesão, coerência e repertório sociocultural.

Os temas recentes revelam o viés social da Unesp: de “Medicalização da vida: quem se beneficia?” (2025) a “O legado da escravidão e o preconceito contra os negros no Brasil” (2015), passando por “Um mundo offline é possível?” (2024) e “Tristeza em tempos de felicidade compulsória” (2022). Samuel Ferreira Gama Junior, orientador educacional da Escola Bilíngue Aubrick, em São Paulo, destaca a necessidade de prática constante. “A redação premia o argumento sólido, com dados e referências culturais atualizadas. Treine textos no tempo limite, revisando estrutura e clareza”, recomenda o mestre em Educação pela Universidade de Chichester (Reino Unido), com 15 anos de gestão acadêmica.

Para cursos específicos, como artes ou educação física, há testes de habilidades extras. Fernanda Silveira, pedagoga e psicóloga da Progresso Bilíngue em Campinas (SP), reforça o apoio integral: “Nosso foco é fortalecer trajetórias, unindo academia e bem-estar para escolhas assertivas”.

Serviço: Tudo o que você precisa saber para o dia da prova

  • Datas: 2 de novembro (1ª fase); 7 e 8 de dezembro (2ª fase).
  • Horário: Início às 14h. Portões abrem às 13h e fecham às 13h40.
  • O que levar: Documento original com foto (RG, CNH, passaporte etc.), caneta esferográfica preta e régua transparente.
  • Proibido: Eletrônicos (celulares, calculadoras), relógios, acessórios como bonés ou óculos de sol.

Com vagas em campi como Rio Claro (373), Presidente Prudente (461) e São José do Rio Preto (344), a Unesp não é só uma universidade: é um trampolim para o futuro. Para os candidatos, o recado dos especialistas é unânime: prepare-se com inteligência, cuide da mente e entre na prova com o peito aberto. O sonho está ao alcance – basta o passo certo.

Por Redação do GazetaMetropolitana.com

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Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.

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Ranielle
Ranielle
2 meses atrás

Adorei conhecer seu blog, tem muito artigos bem interessantes. loteria dos sonhos das 14 horas

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