2º Safra colhida no inverno possui frutos mais doces

Enquanto a maioria das pessoas associa a colheita da uva aos meses de verão, muitos produtores de Jundiaí vivem agora um segundo período de safra. Conhecida como safra de inverno, a colheita realizada entre maio e junho vem ganhando cada vez mais espaço na viticultura regional e, neste ano, tem surpreendido pela qualidade dos frutos.

A técnica consiste em realizar uma poda especial entre o final de janeiro e fevereiro para que as videiras produzam uma nova colheita durante os meses mais frios. A prática permite diversificar a renda ao longo do ano e ampliar as oportunidades de comercialização, algo especialmente relevante em uma região onde a uva é uma das principais culturas agrícolas e a tradição vitivinícola é reconhecida nacionalmente.

Segundo o diretor de Agronegócio da Secretaria de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (SMAAT), Sérgio Pompermayer, a estratégia já faz parte da realidade local há muitos anos. “Antigamente, a colheita concentrada nas festas de fim de ano precisava sustentar toda a atividade durante os meses seguintes. Com as mudanças econômicas, surgiram novas demandas por fontes de renda, e essa segunda safra passou a cumprir esse papel”, explica.

Além do aspecto econômico, as condições climáticas do inverno contribuem diretamente para a qualidade das uvas. Com menos chuvas, a fruta acumula mais açúcar. Já a amplitude térmica com dias mais quentes e noites frias, favorece uma coloração mais intensa e um sabor ainda mais adocicado. “A uva colhida nesta safra é muito boa”, destaca Sérgio.

No campo, os resultados têm confirmado essa expectativa. O produtor rural Anderson Tomasetto conta que a segunda safra se tornou praticamente indispensável. “Uma única safra por ano tornou-se insuficiente para manter a atividade agrícola. Essa colheita vem justamente para gerar receita durante o restante do ano”, afirma.

O desempenho das videiras neste ciclo tem ficado acima do esperado. Na safra tradicional de verão, a produção média gira entre 10 e 12 quilos por planta. Neste ano, algumas áreas conduzidas para a safra de inverno devem atingir resultados semelhantes, com a vantagem da qualidade superior. “O clima colaborou bastante e a expectativa é muito boa”, comenta Anderson.

Um diferencial importante é que Jundiaí reúne condições climáticas ideais para duas colheitas anuais, algo que não ocorre na maioria das regiões produtoras do país. Jundiaí se destaca pelo microclima propício à viticultura e pelo know-how acumulado por gerações de produtores.

A safra de inverno reforça essa vocação histórica, movimenta a economia rural e garante ao consumidor frutos de excelente qualidade mesmo fora da época mais conhecida de colheita.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ

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Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.