Empresário morreu aos 75 anos e deixa como legado décadas de atuação no setor de materiais de construção, participação empresarial e uma trajetória construída ao lado da família
Cajamar se despede de um dos empresários que ajudaram a escrever a história do comércio de materiais de construção na região. Aos 75 anos, morreu João Batista Machado, empresário nascido no município, um dos fundadores da Joan Cimentos e nome ligado por décadas ao desenvolvimento do setor em Cajamar e Jundiaí.
Sua trajetória foi construída muito além dos balcões e dos negócios. João Batista participou de diferentes momentos da expansão econômica das duas cidades, acompanhou o crescimento da construção civil e manteve uma atuação marcada pela parceria com familiares, empresários e profissionais do segmento.
Nascido em 24 de maio de 1951, João Batista Machado iniciou uma caminhada empresarial que permaneceria ligada à própria história de sua família.

Uma história que começou em Cajamar
Em 29 de junho de 1981, passou a atuar ao lado do irmão Toninho Machado, o “Toninho Joan”, na administração da então Comercial Joan, em Jordanésia. O estabelecimento havia começado como um armazém familiar e cresceu acompanhando a transformação do distrito e o aumento da demanda por produtos para construção e manutenção de imóveis.
A experiência acumulada ao longo dos anos abriu caminho para novos empreendimentos.
No início dos anos 2000, a família inaugurou, no Polvilho, a Brama Materiais de Construção, que se tornou um dos estabelecimentos de destaque do segmento naquela região. O negócio consolidou uma relação próxima com moradores, profissionais da construção civil e comerciantes de Cajamar.
Da empresa familiar à expansão regional
A atuação de João Batista também alcançou Jundiaí.
Em 1992, participou da fundação da Joan Cimentos, empresa que posteriormente ganhou espaço no mercado regional de distribuição de cimento e passou a ser reconhecida por comerciantes e profissionais da construção civil.
O crescimento da empresa acompanhou uma época de expansão urbana e aumento da atividade da construção civil em Cajamar, Jundiaí e municípios do entorno.
Em Cajamar, João também esteve ligado à Joan Materiais para Construção e a outros empreendimentos do setor, mantendo uma presença empresarial que atravessou décadas.
Mais do que acompanhar o crescimento das cidades, seu trabalho esteve inserido em uma cadeia econômica que envolve comerciantes, transportadores, construtores, pedreiros e milhares de famílias que dependem direta ou indiretamente da construção civil.
Atuação empresarial além dos negócios

A participação de João Batista não ficou limitada às empresas da família.
O empresário também integrou o movimento associativista do setor e exerceu a função de diretor da ACOMAC – Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Jundiaí e Região, entidade tradicional criada em 1968 para representar comerciantes e fortalecer o segmento.
Foi nesse ambiente que João estreitou relações com empresários e profissionais que ajudaram a consolidar o setor na região.
Entre os nomes com quem compartilhou essa caminhada esteve Getúlio Nogueira de Sá, outro empresário conhecido no segmento de materiais de construção, que morreu em abril deste ano.
Uma trajetória também marcada pela fé
Além da vida empresarial, João Batista manteve uma trajetória ligada à Congregação Cristã no Brasil.
Participou de atividades administrativas da igreja e de trabalhos realizados também em outros estados, mantendo uma rotina que conciliava a vida profissional, familiar e religiosa.
Para pessoas que acompanharam sua caminhada, a dimensão religiosa fazia parte de sua história pessoal e ajudava a explicar a importância que atribuía à família, às relações de confiança e ao compromisso com as pessoas próximas.
Família no centro da caminhada
A história empresarial de João Batista Machado foi construída em grande parte ao lado de familiares.
Irmão de Toninho Machado, o “Toninho Joan”, João também era tio do ex-prefeito de Cajamar Danilo Joan.
Era casado com dona Benedita e deixa uma filha, Soraia, além de uma neta.
A presença da família esteve não apenas na vida pessoal, mas também em diferentes etapas de sua trajetória profissional, desde os primeiros anos da Comercial Joan até os empreendimentos que marcaram a expansão dos negócios no município.
Um legado que permanece em Cajamar e Jundiaí
A morte de João Batista Machado encerra uma trajetória de 75 anos, mas deixa uma história que permanece ligada ao desenvolvimento comercial de Cajamar e Jundiaí.

Durante décadas, seu nome esteve associado a empresas, trabalhadores, fornecedores e clientes que fizeram parte da transformação do setor de materiais de construção.
Seu percurso também revela uma característica comum a muitos empreendedores que ajudaram a desenvolver a região: negócios que começaram em estruturas familiares e cresceram junto com as próprias cidades.
De um armazém em Jordanésia à participação na criação de uma distribuidora de cimento com atuação regional, João Batista acompanhou diferentes fases da economia e da urbanização.
Despedida
O velório de João Batista Machado foi realizado nesta quinta-feira (20), das 11h às 17h, no Memorial Parque da Paz, em Jundiaí.
A despedida reuniu familiares, amigos, empresários e pessoas que conviveram com o empresário ao longo de sua trajetória.
A partida representa uma perda para a família e para aqueles que compartilharam sua caminhada, mas também marca o encerramento de um capítulo importante da história empresarial de Cajamar.
João Batista Machado deixa, entre familiares, amigos e parceiros de negócios, a lembrança de uma vida dedicada ao trabalho, à família e à construção de uma trajetória empresarial que atravessou gerações.
Por Alexsandro Assis

