Edição deste ano bateu recorde de inscrições e reúne propostas de diferentes cidades do Brasil; desfile que encerra a iniciativa acontece em 11 de novembro

A moda brasileira terá um encontro marcado com a inclusão, a criatividade e a inovação no dia 11 de novembro de 2026, quando a Pinacoteca de São Paulo receberá o desfile de encerramento do Concurso Moda Inclusiva – Edição 2026. Promovida pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), a iniciativa selecionou 20 projetos finalistas entre 111 inscrições, número que representa um recorde para o concurso.

Os nomes dos selecionados e de cinco suplentes foram divulgados nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Agora, os finalistas terão a missão de transformar suas propostas em peças de vestuário e apresentar as criações durante o evento final, quando também serão conhecidos os vencedores da edição.

A seleção foi realizada após quatro reuniões de avaliação, nas quais foram analisadas as propostas inscritas, atribuídas pontuações e conferida a documentação apresentada pelos participantes.

Projetos foram divididos em quatro categorias

Os 20 finalistas foram escolhidos entre quatro categorias: infantil, esporte, adulto masculino e adulto feminino. Foram selecionadas cinco propostas em cada uma delas.

Entre os critérios considerados pela comissão estiveram a adequação da proposta à categoria e à deficiência escolhida, pesquisa e desenvolvimento, inovação, criatividade, originalidade das soluções, além do estilo e da linguagem de moda.

Cada projeto também precisava contemplar uma deficiência específica, demonstrar viabilidade de produção e apresentar uma descrição técnica e conceitual da criação.

Confira os 20 finalistas

Os selecionados, apresentados em ordem alfabética, são:

  1. Adriana Cunha Rodrigues – São Paulo/SP
  2. Alicia Cristina Vieira Faria – Osasco/SP
  3. Armira do Nascimento Condemar – Brotas de Macaúba/BA
  4. Douglas Gomes dos Santos – São Paulo/SP
  5. Elizabeth Barreto de Abreu – Registro/SP
  6. Gabriela de Bortoli – São Paulo/SP
  7. Heloisa de Sá Nobriga – São Paulo/SP
  8. Isabella Marques – São Paulo/SP
  9. Jhonatan Pereira da Silva – Cravinhos/SP
  10. Karol Roim Alves Alberto – Londrina/PR
  11. Lilian Cristina Marassato – Campinas/SP
  12. Mariana Barbieri Kerber – Londrina/PR
  13. Marlon Lopes Leal – São Paulo/SP
  14. Murillo Antonio Vieira – Peruíbe/SP
  15. Patricia Ferreira Santos (Paty Lee) – São Sebastião/SP
  16. Rebeca Rayssa da Silva Scholl Gonçalves – Rio Claro/SP
  17. Samuel Riechel – Franca/SP
  18. Simone Fabricia de Souza – Mauá/SP
  19. Thaís de Lima – Osasco/SP
  20. Verônica Santiago da Silva Filha – São Paulo/SP

A relação demonstra também a abrangência da iniciativa, com participantes de diferentes municípios paulistas e representantes de outros estados, como Bahia e Paraná.

Moda como ferramenta de autonomia

Para além das passarelas, o concurso busca provocar uma discussão sobre o papel da indústria da moda na construção de uma sociedade mais acessível.

Segundo o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, o resultado reforça o potencial da moda para promover inclusão e autonomia.

“Esse resultado mostra a força da moda como instrumento de inclusão, autonomia e transformação.”

O secretário também destacou que a proposta do concurso é aproximar a indústria das necessidades reais das pessoas com deficiência, estimulando produtos que unam acessibilidade, funcionalidade e estilo.

Muito além da roupa adaptada

Criado pela SEDPcD, o Concurso Moda Inclusiva procura estimular soluções que tornem o vestuário mais funcional e confortável para pessoas com deficiência, sem deixar de lado aspectos como identidade, estética e expressão individual.

A proposta parte de uma ideia simples, mas que ainda encontra obstáculos no mercado: a pessoa com deficiência também deve ter liberdade para escolher o que vestir e como quer se apresentar ao mundo.

Nesse sentido, o concurso busca incentivar designers e novos talentos a desenvolverem peças capazes de facilitar atividades do cotidiano, ampliar a autonomia e reduzir barreiras enfrentadas no acesso à moda.

A iniciativa também dialoga com conceitos de acessibilidade, igualdade de oportunidades e desenho universal, levando para o setor uma perspectiva em que inclusão não seja tratada apenas como adaptação, mas como parte do próprio processo de criação.

Próxima etapa exige a produção das peças

Com a seleção concluída, os finalistas serão comunicados por e-mail e deverão confirmar a participação na próxima fase.

O prazo para manifestação é de até dez dias corridos. Caso algum selecionado não responda dentro do período estabelecido, haverá desclassificação automática e o próximo suplente será convocado.

Os projetos classificados deverão ser confeccionados para a apresentação no desfile de encerramento, marcado para 11 de novembro de 2026, na Pinacoteca de São Paulo.

É nesse momento que as propostas sairão do papel e poderão ser observadas não apenas como criações de moda, mas como possíveis respostas a desafios enfrentados diariamente por pessoas com deficiência.

Premiação

Além do reconhecimento, os três primeiros colocados receberão premiação em dinheiro e prêmios oferecidos pelos parceiros do concurso.

  • 1º lugar: R$ 8.000,00 + prêmios dos apoiadores;
  • 2º lugar: R$ 6.000,00 + prêmios dos apoiadores;
  • 3º lugar: R$ 3.000,00 + prêmios dos apoiadores.

Os vencedores serão anunciados durante o evento final, após a apresentação dos projetos selecionados.

Uma passarela para transformar perspectivas

O Concurso Moda Inclusiva chega à sua fase decisiva em um cenário de crescimento do interesse por soluções que conciliem design, acessibilidade e autonomia.

Com 111 inscrições, a edição de 2026 mostra que a discussão sobre uma moda mais inclusiva vem ganhando espaço entre profissionais e novos talentos. O desafio, agora, é transformar criatividade em peças capazes de responder às necessidades concretas de quem muitas vezes encontra poucas opções no mercado.

Em novembro, as 20 criações finalistas ocuparão a passarela da Pinacoteca. Mais do que disputar uma premiação, os participantes terão a oportunidade de mostrar que inclusão também pode ser desenhada, costurada e apresentada com estilo.

Por Alexsandro Assis

By contato@gazetametropolitano.com

Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.

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