GM Arenhardt durante aula do curso da EGP: “Formar pessoas que enxergam na Libras mais do que uma tradução é um ato de cidadania”

A capacitação dos servidores municipais para ampliar a inclusão e tornar o atendimento público mais acessível é o foco do curso intermediário de Libras (Língua Brasileira de Sinais), promovido pela Escola de Gestão Pública (EGP) da Prefeitura de Jundiaí. A formação reúne 23 servidoras de diferentes áreas da Administração Municipal, que participam de aulas quinzenais e aprofundam os conhecimentos na comunicação com pessoas surdas.

Além do aprendizado de uma nova forma de comunicação, o curso contribui para preparar as participantes para situações do dia a dia, tanto no ambiente de trabalho quanto na vida pessoal, fortalecendo a autonomia das pessoas surdas e ampliando as possibilidades de interação e inclusão.

GM Arenhardt durante aula do curso da EGP: “Formar pessoas que enxergam na Libras mais do que uma tradução é um ato de cidadania”

“Sinto-me privilegiada por fazer esse curso e já ter utilizado a linguagem de sinais na prática no meu trabalho. Foi gratificante me comunicar com uma pessoa surda que precisava de ajuda. Quero seguir a formação até o nível avançado. Estou perto de me aposentar e quero seguir na área como intérprete de Libras”, afirmou a servidora Sandra Cristina Zago Magrini, do Ambulatório Médico de Infectologia (AMI), da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (SMPS).

A professora do curso é a guarda municipal Regiane Arenhardt Diniz. “Por que a comunidade surda não pode ter atendimento em qualquer lugar? É para isso que serve a capacitação, para dar acolhimento igualitário à população surda em qualquer espaço, público ou privado. Formar pessoas que enxergam na Libras mais do que uma tradução é um ato de cidadania”, disse Regiane.

Sandra diz que foi gratificante se comunicar com uma pessoa surda que precisava de ajuda

O módulo do curso em andamento inclui gramática, verbos e construção de frases. A iniciativa tem 32 horas/aula e a formatura dos servidores matriculados será no dia 18 de novembro deste ano. “Cada servidor que busca conhecimentos amplia também a qualidade do atendimento prestado à população. A Libras é uma ferramenta de inclusão, respeito e acolhimento e esse aprendizado gera impacto direto nas vidas do servidor e das pessoas assistidas”, ressaltou o presidente da EGP, Vladimir Codinhoto.

GMs Edval (esq.), Arenhardt e Elielton com a medalha Monteiro Lobato, recebida no ano passado

Aplicativo e medalha
A GM Arenhardt e seus colegas de Corporação Edval e Elielton desenvolveram o aplicativo de acessibilidade “GM em Libras”, voltado à população surda. Ele amplia o acesso desta comunidade aos serviços de segurança e funciona a partir de um QR Code. Via WhatsApp, as informações são passadas ao usuário através de vídeos, com o uso da Língua Brasileira de Sinais.

Com o APP, a pessoa surda pode pedir ajuda e fazer denúncias de crimes. O trabalho realizado pelos guardas municipais de Jundiaí contou com o suporte da Companhia de Informática de Jundiaí (CIJUN) e rendeu ao trio a medalha Monteiro Lobato, da Academia Brasileira de Letras das Guardas Municipais. No projeto, os GMs contaram com a ajuda de outros 10 integrantes da Corporação.

Assessoria de Imprensa
Fotos: Divulgação EGP/Guarda Municipal

By contato@gazetametropolitano.com

Nascido em 1977, em Jundiaí, e cresceu em Cajamar, Alexsandro Assis é capelão, mentor e marceneiro com alma artesã. Formado em marcenaria, lecionou o oficio em Cajamar e, movido pela paixão por história e fé cristã, estuda arqueologia bíblica e teologia. Professor de computação e estudante de Tecnologia da Informação, também é jornalista, fundador do grupo Cajamar Quociente e do portal Gazeta Metropolitana, onde aborda notícias regionais e globais com perspectiva conservadora. Guiado por fé, estoicismo e amor transformador, Alexsandro inspira vidas com seu lema "Viva com propósito". Acompanhe-o no Instagram (@assis_alexsandro) ou em gazetametropolitana.com.